terça-feira, 19 de outubro de 2010

Orçamento do Estado para 2011

Este Orçamento do Estado para 2011 seria útil para que, nesta crise, Portugal conseguisse minorar os estragos. Mas vejam-se as seguintes situações.
Este Orçamento de estado parece um cardápio de impostos.

Vamos analisar um facto resultante do PEC II. Este conseguiu uma subida da receita do Estado de 4,15% ou seja teve resultados positivos mas, e como este governo não dá ponto sem cruz, as despesas publicas aumentaram 5,5%... vejamos então se isto é um resultado positivo? 4,15 - 5,5 = - 1,35(1)

Quando já estávamos em contenção com o cinto apertado, depois de dois PEC II o estado aumentou a despesa!
A despesa subiu 5,5% ou seja, tiram-nos para gastarem eles em mais alguma coisa que não tinham antes de nos tirarem, isto é um quanto mais tem mais rapidamente ganha. Arranjam sempre mais formas de gastar dinheiro. Estamos portanto a desbaratar o aumento de impostos, isto é um abuso, e aos Portugueses ninguém lhe diz isso.

O Ministro das Finanças disse em publico, em conferência de imprensa, que a despesa da Saúde está completamente descontrolado, e as Estradas de Portugal, adivinhe-se, tem as despesas descontroladas. Mais deste governo não seria de esperar. Enunciou dois casos, será que não há mais?


Dizem que vão fazer parcerias publico-privadas em 50 empresas/institutos públicos. Quer dizer vão deixar ainda os trabalhadores nessas empresas a receber do estado, outros vão reformar-se ou seja vão ficar a receber da Caixa Geral de Depósitos, mesma coisa que Estado, outros serão despedidos com indemnizações e muito possivelmente acabaram de novo contratados. Já agora 50? não acho que este numero é um número muito redondo, dá aso a que seja uma reunião com o secretário de estado "ah já agora 50" pelo menos 52 ou 53 para disfarçar... o que é necessário apresentar aos Portugueses é uma grande Lista. Tal como nos Restaurantes pedimos o 18º prato - "não há hoje".

Antes que me esqueça de falar do atraso na entrega do Orçamento, um Alemão que olhe para estes prazos e como a forma que eles são cumpridos, parece ele que está no Zimbabué. Este atraso é uma coisa inadmissível.

Temos de Reduzir as prestações sociais, cresceram entre 2000 e 2008, 10% ao Ano, quando a economia cresceu 4!
Este é que é um grande problema desta economia.
neste Estado Social onde as Prestações Sociais cresceram do PIB 6%, quando os impostos cresceram 2.4 houve então um défice de quase 4%. Não se vê isto? Ninguém Fala disso? Até um barbeiro a cortar o cabelo via que isto ia dar buraco.


O Taxar dos Ordenados acima dos 570€, é convidar a que as pessoas não trabalhar, porque depois vão aos Hospitais pagam, põe os filhos na Escola pagam, pagam tudo, para que não viver dos subsídios, receber uma casa sem pagar para isso, não pagar renda também. Isto gera uma desmoralização uma equiparação entre pessoas que não trabalham e que trabalham e recebem pouco mais de 570€ a nível económico que deixará algumas pessoas a pensar porque trabalhar se esses que não trabalham o estado oferece o Hospital e a Escola de borla. Assim é melhor viver dos subsídios, isto é ridículo.

Um politico corajoso e destemido, é bom a não ser como estes que aqui andam que andam a ser corajosos e destemidos nos motivos errados ou seja, só fazem pior que o que estava. Confúcio dizia que ir longe de mais era a mesma coisa de nada fazer.

Estamos neste País com este OE, bater em quem produz Riqueza.

P.S. A subida de impostos não vai ter o retorno que o governo quer. Estamos já no Ponto que Laffer disse que aumentar não ia gerar mais receitas, porque as pessoas não vão poder pagar. (2)

----------------

(1) - Dados obtidos através da implícita interpretação do novo OE pelo Professor João Cantiga Esteves - Professor de Finanças do ISEG-Instituto Superior de Economia e Gestão

(2) Curva de Laffer, tenham uma noção apesar de não me fiar muito na Wikipédia.

Sem comentários: