Como é nos bancos da Escola que está o futuro do País este tema é-me bastante chegado. Acho-o um dos principais alicerces da sociedade a par com a Saúde e a Justiça, dentro de outros que não vamos evidenciar agora.
Assim vamos ao assunto.
O nosso ensino está mal organizado e mal encaminhado, desde as publicações anteriores que se consegue retirar isso.
Venho agora aqui levantar algumas questões que acho pertinentes.
Antes de as fazer vou fazer uma introdução, que sem ela podem achar o texto preconceituoso, ou discriminatório, o que de certeza não é minha intenção, a de ofender ou discriminar ninguém, a única discriminação que é aceitável é a positiva, aquela que toda as pessoas fazem, com os cegos, pessoas com mobilidade reduzida e afins.
Já na Antiguidade Clássica, Aristóteles, identificou com grande exactidão alguns tipos de justiça, referindo ainda alguma injustiça num tipo de justiça.
Acho que quando Aristóteles identifica a justiça distributiva, como algo essencial, para que se faça justiça, com a ideia que nem todas as pessoas devem receber de forma Igual faz-nos parecer que há aqui alguma injustiça. Porém Aristóteles, como grande pensador e sábio diz-nos, sobre a justiça distributiva: as pessoas que não são iguais, não terão igualdade na maneira como são tratadas. Daqui vêm as disputas e contendas, quando as pessoas, em pé de igualdade, não obtêm partes iguais, ou quando, em pé de desigualdade, obtêm um tratamento igual.
Aqui vemos o principio de que Igual para todos não é sempre justo, e que o Desigual deve ser tratado de forma desigual, a discriminação Positiva.
Quero com isto concluir que a discriminação, é justa desde que não seja ofensiva para os discriminados.
Venham as perguntas.
Será que, uma turma composta por todos os tipos de alunos, p.ex. veja-se os indisciplinados que já havia referido noutra publicação, deixa de forma ordeira e harmoniosa que os melhores se desenvolvam intelectualmente, até que tirem melhores notas?
A mim parece-me que a não discriminação, esbarra na injustiça para com os melhores alunos para que os possamos potenciar e até elevar o seu querer, rigor e conhecimentos.
Será que, aplicar a justiça distributiva, e tratar de maneira diferente as pessoas diferente e de igual forma as iguais, não seria melhor. Veja-se então, quem ninguém é obrigado a ser Doutor, mas também os que querem, não querem ser prejudicados pelos que não o querem. Não seria mais justo dividir as pessoas, mesmo pelas suas notas, pois para aquelas que realmente queriam ser melhores, melhoravam e a troca de turma seria já a sua valorização.
A mim, como já deu para ver, parece-me uma solução a ter em conta.
Um tratamento justo? Injusto? Discriminatório positivo? negativo?