quarta-feira, 2 de março de 2011

TGV - Conclusão

Como foi exposto antes, dá para extrair que sou contra a construção do TGV, pelo menos agora com esta conjuntura Económica e Financeira. Com os problemas que temos nas já degradadas infra-estruturas. Com os problemas que nos têm assolado quando os camionistas decidem parar.

O TGV, é de conhecimento público, que pode transportar mercadorias mas veja-se o avião também o pode. Dizer que o Comboio é tirando o Barco, uma das melhores opções de transporte de mercadorias, não é suficiente para dar razão, pois estamos num contexto diferente. Vejamos que, o TGV, Train à Grande Vitesse, é um comboio de grande velocidade onde a física tem uma grande preponderância, não podemos admitir que o transportar de mercadorias é igual por este ou por um comboio de carga, que o transporte de mercadorias aqui, se fará com o mesmo custo, não podemos nem logicamente admitimos tal coisa. Concluímos que, desta forma, o TGV não será virado para o uso no transporte de mercadorias de forma económica para o Consumidor.
Passamos ao que é o alvo e especialidade do TGV, transporte rápido de Passageiros, neste campo como já vimos isso, conseguimos mais barato nas Companhias Aéreas e até mais rápido. Por isso o transporte de Passageiros é também um Passo à frente em relação aos Comboios convencionais, mas um passo atrás no que respeita aos Aviões. Porém na altura em que foi introduzido, França, compensava economicamente, agora com os voos Low Cost, temos a possibilidade de suplantar essas marcas pelo TGV, quer em rapidez quer em custo. O que se está a querer aqui é, passado do 5 para o 15, queremos introduzir o 10, o que neste caso seria uma regressão e ainda por cima uma regressão muito cara.

Passamos para o inevitável, o custo destas Obras, estas a serem suportados pelas Economias Portuguesa e Espanhola, ora não sei como estão a pensar fazer os Espanhóis mas não nos podem fazer comprar a ideia de que é necessário e urgente que façamos estas Obras.
Queremos Ligações à Europa, ninguém nega tal, deveríamos no entanto trocar a bitola que temos para a bitola Internacional. Mas com a rede de alta velocidade será um preço de alguns Milhares de Milhões de Euros, isto para introduzir uma coisa que consideramos uma regressão tecnológica face a outras, e um avanço dispendioso demais para a altura que nem para mercadorias serve totalmente… talvez para envelopes…
Esses Alguns Milhares de Milhões de Euros, davam para requalificar as nossas linhas para que recebêssemos os bens por comboios de mercadorias, sem transbordos do resto da Europa, sem encarecimento despropositado, e sem paragens desnecessárias. Conseguimos uma melhor economia de tempo e dinheiro.
Por outro lado, estas requalificações, se feitas com sucesso, poderiam salvar-nos (ou pelo menos diminuir o impacto) de greves dos Camionistas que paralisam o País quando bem quiserem, porque têm quase o monopólio da distribuição de bens e produtos para o país todo.

Veja-se aqui que o Estado com esta requalificação conseguiria ter uma palavra a dizer e impedir que a essa situação se chegasse.
Com esta medida já falamos das consequências noutra publicação prévia a esta.

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